1 de julho de 2011

Rockabilly in the movies Parte I


Lá vou eu atrás de minhas obceções...

Gosto de tudo sobre o Rockabilly: a música, vestimentas, memorabília, as festas e todos os elementos estéticos. Psychobilly também, The Cramps é uma das melhores bandas da galáxia. E encaro o Rockabilly como uma cultura urbana antropofágica, assim como o hip-hop e tantas outras com seus códigos e rituais. Talvez seja uma das únicas manifestações culturais de apreço ao saudosismo que me desperte admiração. Está em sua raiz a busca por uma tradição que me agrada mas me assusta no apreço doentio pelas máquinas e quando vejo elementos descontextualizados (como bandeiras dos Confederados estampando paredes de festas em países miscigenados como o nosso).  
E vou ser sincero, os fãs de Rock'n'Roll (seja lá qual gênero for) tem essa mania besta de querer renovação constante. Não tem qualquer apreço por tradição. Eu considero rock o som que se fazia com a guitarra e contrabaixos de mais ou menos 1954 (mas já com ecos nos anos 40) até 1962 no máximo. Depois disso virou outras coisas, sem problema nenhum, por quê tudo tem de ser rock? Se liberta.
Muitos falam do punk. De como CBGB'S foi um irradiador de gritos de fúria contra o mundo e de como tudo veio abaixo quando jovens ingleses começaram a gritar impropérios em meio aos salves à rainha e se esgoelavam em meio ao lixo das ruas como não havia futuro. Blá, blá, blá  de como isso tudo chocou e colocou o jovem em outro patamar no mundo.
Há! Tudo isso é historinha para embalar nenê em comparação ao que a molecada dos anos 50 fizeram com o mundo, literalmente com o mundo. Marlon Brando em cima de uma moto de camiseta e um perfecto preta...terremoto de 9,6 na escala richter. Cada sacudida de pélvis de Elvis era uma explosão atômica. Bill Haley e seus Cometas eram os responsáveis de todos as desgraças da humanidade (de promiscuidade até o comunismo). Todo esse "movimento" foi orgânico, macro e respondia anseios impossíveis de classificar e bem visíveis a olho nú. Os anos 50 democratizaram a rebeldia que estava restrita às boemias das metrópoles e a dividiu com o mundo inteiro.
O cinema foi e é bem econômico ao representar o mundo do rockabilly das antigas e o atual, merecemos mais topetes e pin-ups nas telas grandes.
Uma primeira lista de filmes feitos no calor da hora ou que vieram posteriormente para prestar homenagens.


Deuce Of Spades - Olha sentimentalismo é bom, só não perca a mão como fez Faith Granger fez em sua premier. Tem algumas imagens lindas é verdade, mas tem uma hora que a câmera lenta fica cansativa. Essa ego trip de Faith Granger não consegue homenagear os tempos áureos do melodrama como fez nick Cassavetes há alguns anos. Existe ali inegavelmente lampejos de belas construções estéticas (a cena do hot rod no deserto infinito) mas falta largamente em conteúdo. Um roteiro chato e mega previsível. Só vale de curiosidade e pela beleza de Alexandra Holder.

O Selvagem - Bem, que o Marlon Brando é ícone para quase qualquer coisa não é novidade e não seria diferente para os rockers. Quer saber como um rockabilly boy tem que se vestir e portar? É só chegar ao fim  da sessão desse filme. Não consigo deixar de pensar em Johnny Strabler como uma espécie de avô para Alex DeLarge. Além de Mr. Brandon temos outro ícone com quem troca sopapos o senhor Lee Marvin. Feito no calor do momento da delinquência juvenil que assolavam as famílias de costumes estadunidenses o filme não se esquiva muito e mantém até o fim um tom melancólico e fatalista. Tem imagens lindas como quando Johnny leva Kathie por uma alameda de chorões e tasca-lhe um  beijo. Vale uma espiada. 

Johnny Suede - Decadence avec elegance, certo!? Brad Pitt no começo da carreira e com um topete do tamanho de um arranha céu. Tem o lendário Nick Cave que por si só é sempre um acontecimento. Gosto da filosofia de Johnny: "Boa música não tem época". johnny vive na região mais pobre e sem esperança da cidade e se agarra a uma tradição remetendo a tempos aparentemente mais simples e esperançosos. Daí as escalas pentatônicas e os sapatos de camurça preta. Johnny é um ser deslocado no tempo e ninguém o compreende e ele não compreende ninguém. Lá pelo meio do filme (mais ou menos na cena em que Samuel L. Jackson aparece) você se pergunta: "Puxa, como esse filme não virou um clássico?" Depois de assistir ao final bobo, apressado e no mínimo estranho você entende. A trilha sonora é ótima.

Juventude Transviada - A idade em que nada se encaixa. Quer conhecer a geração que criou o rock e colocou a juventude em primeiro lugar no pódio? Uma das melhores respostas está nesse belo e lendário filme (um filme profético de certa maneira se se pensar no destino de seu protagonista, James Dean). Repare na participação de Dennis Hopper como membro da gangue. O filme é um prato cheio para simbologias psicanalíticas (cargas homoeróticas, complexos de Édipo do avesso, as cores simbolizando o destino e o caráter dos personagens). Natalie Wood  é linda de morrer. James Dean é uma figura magnética e muito melancólica. Filme que influenciou um lista de obras que vieram posteriormente: vai de De Volta Para Futuro á Gladiador; duvida!? Está tudo ai, só não vê quem não quer. um filme tão definidor de uma geração quanto foi o Clube dos Cinco para os anos 80.
Cry-Baby - Esse não entra na categoria de musicais que não me irritam, entra na categoria musicais que eu adoro. O próprio John Waters admite esse é O seu musical. Johnny Deep engatinhando nas telonas e já tirando o fôlego das moçoilas. E, claro, tem o Iggy Pop o que sempre dá um ponto a mais para a obra. E não podemos deixar de frisar que é uma comédia competentíssima, tem cenas hilárias. Mesmo sendo uma produção comportadinha para grife Waters tem lá sua bizarrice quando Allison toma seu copo com lágrimas. Imperdível!

O Garoto de Liverpool - Os beatles podem ser a maior banda de todos os tempos, mas não fosse Buddy Holly e Elvis Presley os garotos John e Paul só poderiam vislumbrar trabalhos na zona portuária de sua cidade. The Quarrymen eram rockabilly até o osso. Sam Taylor-Wood acertou em cheio ao retratar garotos que precisavam explodir e encontrando um veículo para isso nos acordes que chagavam do outro lado do Atlântico. Sinceramente, a relação tumultuada relação de John Lennon e sua tia não me interessa muito, me interessam sua influências musicais e nisso sua parca relação com a mãe foi determinante. 

Tarantino sempre que pode homenageia essa brilhante década, vamos destacar, em Pulp Fiction, a cena 

Para minha Avó os bons tempos não voltam nunca mais.    

29 de junho de 2011

THE FRATELLIS

Homenagear os Goonies no batismo da Banda merece um troféu. Fratellis é uma das bandas mais legais da década que passou. Harmonias extremamente contagiantes, não raro você se pega assoviando e lálárarando a música sem medo de errar. Envolvente é pouco. No Reino Unido fez um sucesso bem considerável, cantado a plenos pulmões em intervalos de partidas de futebol e tocou bastantes nas rádios de lá (mas comparar a programação das rádios de lá com as daqui é covardia). Para mim o que pega é um rock bem feito, com muito bom humor e sensualidade (afinal, se o rock não for isso fica bem chato). Prestaram ótimos serviços ao ritmo. Pena que parou. Parou por quê?

Clip lindão com Pin-Ups, hum...Perfeição, Flathead


Viciante!? Alerta: Baixista com camiseta do The Specials. Mistress Mabel


Um clássico, Chelsea Dagger

27 de junho de 2011

THE BASEBALLS

Os Alemão subindo e mostrando simpáticas releituras de músicas pop atuais mas com cara e corpo dos anos 50.

Aproveitem.

20 de junho de 2011

SABOTAGE

Falar de clichês, evidenciar, denunciar clichês, etc., no mundo das artes hoje se tornou clichê. O termo “clichê”, aliás, banalizou-se de tal modo que é um dos maiores clichês em qualquer crítica que apareça.
Certa vez, há uns dez, onze anos atrás, quando eu estudava violão erudito na saudosa ULM, encontrei-me com o saudoso Sabotage numa Kombi lotação da Vila Mariana – Jd Clímax. Ele trajava calça big jeans azul escuro, camiseta larga e dois olhos de uma noitada inteira de show, seja lá o que foi isso. Tudo muito clichê. Eu trajava alguma coisa anônima, mas estava acompanhado de meu saudoso DiGiorgio nº18 Estudante, além das apostilas de Matteo Carcassi e de Henrique Pinto.
Não por acaso, sabia que ele havia participado dos trabalhos de umas bandas de Hip Hop Gospel por ai, que na época estavam num bom caminho – no sentido musical, é claro – mas que hoje paradoxalmente se desvirtuaram. Disso veio minha indagação, provavelmente muito clichê, a ele na lotação:
– Sabotage?
– Isso ai.
– Uma pergunta só: você pretende fazer mais trabalhos com o pessoal do APC16?
– Os manos fazem uma coisa diferente né... Se eles chamarem, tamos ai.
Depois disso ele pediu pra descer.
Tempos depois, a notícia fatídica. Acredito que seu rap era tão verdadeiro, real e intrínseco a ele que de alguma forma teve de se cumprir...
De lá pra cá a cena Hip Hop se consolidou, e muitos desde aquela época já a acusavam de um grande clichê: o antagonismo entre ricos e pobres, opressores e oprimidos, os Jardins e a “perifa”. Sabotage, então, poderia figurar como um dos expoentes desse clichê: “Brooklin Sul”, “Canão” “Rap é o som”, etc., termos e temas tão repetidos por ele em seus versos...
Quase ia me convencendo de que, de fato, o Hip Hop havia se tornado artisticamente uma invariável expressão de clichês, quando me lembrei do que dizem por ai, nos corredores da academia, que qualquer manifestação da existência, para ser compreendida, pode ser dividida em três partes. Pois bem, poderíamos hoje enxergar a cena Hip Hop nacional em três fases: a 1ª nada mais é que seu primórdio, um rap de versos inocentes de P de Pepeu, Ndee Naldinho, e amadurecendo um pouco mais com Thaíde e tantos outros; a 2ª, nos anos 90, beirou a apologia cabal ao crime, mas paradoxalmente foi remida por versos “racionais”, mas que traziam a pura poesia bruta das ruas; a 3ª é a cena que temos hoje, representada pelos versos maduros de Criolo Doido, Emicida... Sabotage representou tão bem a poesia bruta daquela 2ª fase que seu nome é freqüentemente rimado nos versos desta 3ª...
Por fim, para remir de uma vez por toda a cultura Hip Hop, eis que surge uma luz no fim de um túnel ainda não escavado pelo glorioso Tatuzão: o Metrô que sairia da Brazilândia e passaria pelo Higienópolis (!!!), traria à este último a “gente diferenciada”, e manifestaria a verdade, não despretensiosamente taxada de clichê, dos versos e da atitude representados pela cultura Hip Hop. Aliás, se Sabotage fosse vivo, ele diria: “– num disse!”, e faria um rap sobre isso tudo.

Sai da frente!


Porque respeito é pra quem tem!


E pra não deixar de lado o clichê, eis o clássico dos clássicos de Sabotage, e um clássico do rap nacional... quem vê da ré:


E agora com vocês, “...representando a favela no cinema nacional...”: Sabotage.

O Invasor

Tiagão, diz pra sua avó que, segundo Sabotage, interpretado por Sabotage no longa O Invasor, quem “tá desgostoso da vida é porque não curte um rap”!


Carandiru

Tiagão, jamais deixe sua vozinha ver os beijos que Sabotage deu na bunda de Rita Cadillac no filme Carandiru, principalmente se um dia lançarem Carandiru em 3D... Já imaginou sua vovó assistindo essa cena em 3D, vendo os cabelos espetados do Sabotage e o trambolho traseiro da Rita?!


Wesley Soares

15 de junho de 2011

THE GO! TEAM

Não sei se são esquecidos mas certamente subvalorizados. Quer ver uma banda colorida divertidíssima? The Go! Team num mundo ideal seria extremamente popular porque é dançante, animadíssimo, um caldeirão de boas referências, fazem uma música verdadeiramente e na melhor acepção da palavra: jovem, música bem acessível (pelo menos bem mais acessível que milhares de coisas que estão em primeiro lugar das paradas) e pop mas, estranhamente, pouca gente se interessa, uma pena. A bela, louca e animadíssima vocalista atende pela alcunha de Ninja...só por isso é uma banda a se gostar. Fizeram um show elogiado por aqui que eu burramente perdi. The Go! Team é a boa é velha curtição. Curta!!!

Hora de se descabelar por T.O.R.N.A.D.O.


Agora o ótimo clip e ótima música Milk Crisis


E para mostrar que ao vivo o baguio é frenético The Power Is On

13 de junho de 2011

TOM STORMY TRIO & RHYTHM SOPHIE

Rockabilly para abrilhantar nossas Segundas.

Hoje os húngaros invadem.

Clip lindão: Finders Keepers. 

10 de junho de 2011

A Grande Arte da Coréia do Sul Parte II


Não é que eu seja suspeito, me declaro culpado de pronto. A possibilidade de eu gostar de um filme sul-coreano é de 96,7%.
Me intriga e faz estimar a completa falta de fé dos sul coreanos na criação, manutenção e na execução da lei. Insistentemente esses realizadores mostram a falência de seus sistemas (escolha um da sua preferência) e jogam na cara do espectador seus pessimismos em relação as sociedades que suportam tão bem assassinos em série (escolha o tipo de sua preferência) contanto que se tenha lindas TVs de LED e Tablets.
Me agrada o fato de darem poucas chances às redenções em seus roteiros. Destacam a violência contra a mulher, a degradação das classes esquecidas, as feridas deixadas pela guerra que cindiu a península, a pobreza que persiste apesar do desenvolvimento na educação e tecnologia.
Acredito que esses realizadores promovem o cinema pós moderno mais interessante dos últimos anos. É como se tivessem entendido melhor que ninguém os cem anos prévios de História do Cinema e amalgamando os melhores elementos entregassem ao público um produto extremamente atraente. Não a toa a produção nacional sul-coreana é extremamente bem sucedida internamente batendo qualquer produção do exterior.
Não me interessa nacionalismos mas bons resultados e há um entendimento mútuo entre cineastas e público na Coréia do Sul que gera um cinema artisticamente dinâmico e comercialmente bem sucedido. Um belo casamento.
E já faz algum tempo que o eixo das produções cinematográficas verdadeiramente excitante  moveu-se ao oriente (vide o retrógrado prêmio da Acadêmia estadunidense ao Discurso do Rei e a defesa do filme por boa parte da crítica de veículos de comunicação tradicionais nos EUA - não a toa o direitistmo paternal cresce no primeiro mundo, sinal dos tempo: as pessoas estão querendo voltar a ser súditas).
O Mundo tem muita coisa boa para descobrir. Descubra...e me conte.

Eu Vi o Diabo - É isso ai, os homens que não amam as mulheres estão por todo o canto desse planeta e fazem um estrago...Eu pensei que Philippe Nahon, Anthony Hopkins ou Kevin Space soubessem fazer psicopatas mas na real eles precisam fazer um workshop de atuação com o literalmente monstruoso Min-sik Choi. Para olhar os olhos do diabo não é preciso descer ao inferno, você cruza com ele nas ruas e nem dá bola, mas ele está ai sangrando o mundo. Aqui você tem que se posicionar. Mocinho e bandido vão inflingir o máximo de dor possível um ao outro. Um deles machuca aleatoriamente quem estiver em seu caminho o outro vai machucar com método, com objetivo. Um é vingança pura, o outro é uma abominação. Um filme bem forte. Posicione-se.

O Homem de Lugar Nenhum - E para fazer um trhiller policial daqueles, como faz!? Coloca na mistura Dirty Harry, Maquina Mortífera, uma pitada de filmes do Charles Bronson, os filmes do John Woo na fase chinesa e O Lobo Solitário e dê nas mãos desses maravilhosos sul-coreanos cheios de estilo que irás ter um filmaço de ação como há muito não se faz no Ocidente. O bandido é bandido e o mocinho é mocinho (independente dos métodos que ele use para combater a vilania) e nada de maniqueísmo  para atrapalhar a trama. É pancadaria bem construída, envolvente, deliciosamente gratuita. Se Jeong-beom Lee continuar nessa toada vai ser o grande nome do thriller policial dessa geração.

Primavera, Verão, Outono, Inverno...E Primavera - Está ai um filme que a senhora classe média não vai nem achar que entendeu. Claro, há o crítico que acusa o filme de ser absurdamente bonito, culpe as locações. há o criticuzinho que o acusa de ser poético, o que demonstra que lhe falta conhecimento sobre poesia por achar que ela serve para cantar os lírios do campo. E a o criticuzão que pensa conhecer profundamente dois mil anos de tradições e vertentes budistas e o acusa de reducionismo e para gringo entender de Siddhartha Gautama. Apesar de qualquer crítica à película ( a minha vai para o desnecessário ato final com a criança repedindo os erros de seu antecessor) a experiencia de assistí-la é imprescindível e no mínimo compensadora.

Zona de Risco - Malditas linhas desenhadas para nos cortar ao meio. Malditas fardas e coturnos. Malditas bandeiras. Os quatro soldados, como na letra de David Bowie, tentaram ser heróis por um dia. Por mais forte que fosse a amizade entre eles seus uniformes os separariam para sempre. A Ordem a que servem esmaga quem não cumprir os protocolos. E no castelo cenográfico e altamente explosivo que é a fronteira entre as Coréias qualquer desculpa é motivo para hecatombes. O século XX sacramentou a invenção de disputas territoriais que parecem ser milenares, mas são tão recentes que caíram no esquecimento. E azar de quem descobrir que está sendo enganado. O melhor filme sobre guerras frias que eu já vi. 

Poesia - ...a mãe de todas as artes. Dela parte toda beleza que a humanidade pode sonhar em produzir. E você, já olhou para o mundo? Ou é daqueles que perambula pelo globo sem enxergar nada? A Senhorinha Yang Mija é demasiadamente humana: está doente, endividada, percebe que o abismo entre ela e o neto é intransponível e se deu conta de que nunca se comunicou de verdade com o mundo. Seu cais de porto será a poesia que lhe cruza o caminho. Um filme fruto do minimalismo oriental com planos fundos, com relacionamentos examinados pelo não dito, atuações discretas com ecos dos trabalhos de Yasujiro Ozu. É muito mais que isso, assista e belezas que você nem imaginava irão emergir.

Eu Sou Um Cyborg, Mas Tudo Bem - Em seu trabalho mais impactante visualmente (tanto na movimentação de câmeras quanto na direção de arte, cenográfia e figurinos). Chan-wook Park nos brinda com uma comédia! romântica? coloridíssima e deliciosa. Cruzando Um Estranho no Ninho com Spike Jonze/Michel Gondry no País das Maravilhas, Park nos da um história para montar da menina Cha Young-goon que para qualquer um seria incompreensível mas para o menino Park Il-sun que perambula com ela por esses labirintos de um Instituição de Saúde Mental é fácil de solucionar. Em até certo ponto um filme terno em mostrar como em momentos e lugares improváveis belas relações (escolha a de sua preferência) surgem.  

Tarantino sabe o que é bom e já faz tempo que vem alardeando a todos sobre esse Cinemaço.

Vó, vamos comer comida coreana?
É aqueles negócio de peixe crú?
Tem até polvo crú...
Polvo?!?! É aquele bicho cheio de braço assim?
Esse mesmo...
Creeeeeedo!!!