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18 de julho de 2012

CAT POWER - JUKEBOX

Por último, por enquanto, uma pérola. Cat nos enreda com paixão avassaladora com seu oitavo disco. Mais uma vez escudada pela cozinha da The Dirty Delta Blues Band - que imprime ao trabalho da cantora uma sonoridade mais quente, classuda e charmosa - Chan deixa sua marca em um punhado de músicas de outros artistas.
Na vida pós-rehab Chan deixou o som e as ideias suicidas de lado e partiu para música maiúscula. Compositora e intérprete que merece todos os elogios e depreciativos legados a ela Chan Marshall tem uma marca inegável na músicas dos últimos anos. 
Aparentemente seu disco prometido para esse ano vai tentar reaver o espírito dos seus antigos trabalhos - o que anima aqueles que preferem a fase mais baixa renda da cantora. 
A mim, resta a adoração de fã. Uma bela cantora bela, né não!?


Começando com Aretha, Sing One For Me


A reinterpretação do clássico New York, New York


Fechamos com Ramblin' (Wo)man

28 de junho de 2012

CAT POWER - THE GREATEST

Chan Marshall é a maior mesmo. Muitos consideram esse disco o ápice de sua carreira, o ponto mais alto da montanha-russa. Tudo isso após uma descida ao inferno de drogas e birita. O Disco é um compendio chic, sempre melancólico porém confortável de músicas gospel, soul,  country, folk; tudo isso acompanhada de uma grande banda que entende do assunto. As canções se descortinam deliciosamente a cada audição. Uma amalgama quase perfeita entre a música negra e branca "de raíz". Um bom jeito de entrar pela primeira vez ao mundo de Chan Marshall. 
Logo após o estouro de The Greatest nossa Chan vira ícone fashion e dá sua pinta nas telonas em parceria com o incrível Wong Kar-Wai. Não posso deixar de colocá-la no barco da crème de la crème da música estadunidense. Por décadas seu nome irá ecoar, mesmo que num círculo restrito de apreciadores. 
Aprecie.


Vamos começar com o incrível video de Lived In Bars


A divertidíssima Living Proof


Agora a arrepiante The Greatest


Bônus: Pede um acústico Love & Communication

30 de maio de 2012

CAT POWER - YOU ARE FREE

Chan alcança algo que chamam sucesso. Um sucesso higiênico que não suja sua obra alijando seu estilo e criatividade por demandas da massa.
De ultra-tímida cantora voz-violão ela adentra a década dos 2000's como ícone fashion. Suavidade é a palavra para definir este álbum. Sim, está lá a melancolia que estamos acostumados, mas há um quê de esperança. Você está livre!
E a Cat Power continua linda.

Não se culpe, Cat. Um ao vivo com I Don't Blame You


A minha preferida do disco a quase pop e estranha He War


E fechemos com Werewolf

16 de maio de 2012

CAT POWER - THE COVERS RECORD

Bem no começo do novo milênio nossa musa resolve lançar um álbum dando sua versão para músicas conhecidas e outras nem tanto. Só mesmo alguém com uma interpretação tão forte e característica teria o poder de dobrar canções ao ponto de fazer com que covers pareçam músicas de sua composição.
A melancolia vem em toneladas no mergulho de Cat Power à obra de seus ídolos e inspiradores. Ela já está imersa em álcool e drogas, perdida em substâncias, acumulando medos, a música de outros pode ser uma tentativa de salvação. Aqui ouvimos mais o som do piano que será marcante em seus próximos trabalhos.
A essa altura já há um considerável e fiel séquito. A vida normal de Chan é irrecuperável, ela terá de aprender a viver.


Vamos começar com a belissíma Wild is the Wind


Agora nos enchendo de amor em Sea of Love


Vamos tentar achar a razão com a cortante I Found a Reason

25 de abril de 2012

CAT POWER - MOON PIX

Um dos mais celebrados trabalhos de nossa musa de cabelos ainda curtos nasceu de uma noite de pesadelos. Aqui realmente há um ponto de inflexão. Seu som ainda muito delicado começa a ganhar corpo e iria desembocar em álbuns quase heroicos. Sua poesia fica muito confessional, melancólica e invernal. Chan estava querendo ser a maior de todas.
As drogas, os medos e neuroses dominadoras estavam nascendo na vida da musa. Logo mais ela teria de vencê-las. Por agora, a música não a salva, só a aborrece. O cabelo começou a crescer e os timbres de suas cordas e de sua voz começaram a penetrar na pele dos ouvintes. Cat Power abandona o lo-fi e começa a galgar degraus mais altos. Um disco que irei ouvir para o resto da vida.
Gente! Que mulher bonita.  


Vamos começar com minha preferida Cross Bones Style, fácil de tirar no violão.


O peso da American Flag dói. 


Ah! a dor, a dor das lembranças! Colors and the kids

11 de abril de 2012

CAT POWER - WHAT WOULD THE COMMUNITY THINK

Continuando a bisbilhotar a carreira de nossa musa maior da música chegamos em seu terceiro trabalho. Aqui a coisa começa a ficar muito interessante. Chan resolveu se livrar do noise e começou a demostrar ao mundo seu imenso interesse pela música de raiz de seu país (se me permitem a rima).
Cat Power passou a entornar belos blues, folks (que irão se refinar ainda mais em trabalhos futuros) e o inescapável rock alternativo. O mundo particular que iria criar um estilo Cat Power começa a se moldar: som sem apuro técnico, timidez, belas e ambíguas poesias e intimismo.  Vamos entrar em seu mundinho.


E ai, já tá convencido que ela é linda?


Começando com Nude As The News


Agora introspecção ao vivo com What Would The Community Think


E fechando com a bela King Rides By

21 de março de 2012

CAT POWER - MYRA LEE

Dando prosseguimento a discografia da maior cantora de todas TODAS...Ainda muito influenciada pela Blank Generation nossa pequena Cat oferece ao mundo um disco noise e rasgado, porém, terno...Não a toa dedicou a sua mamãe.
As ruas de New York estavam se limpando das seringas dos junkies e instalando câmeras em todo canto. A cidade estava ficando ultra chique e o que restava de impulso criativo logo logo iria se mudar par ao Brooklyn. Os disco dessa fase da cantora refletiam essa urgência e melancolia de tempos mutantes...

Começando com Rockets


Agora vamos esfriar com Ice Water


Vamos fechar com Faces

29 de fevereiro de 2012

CAT POWER - DEAR SIR

Bem, vamos começar uma série sobre a minha cantora preferida de todos os tempos: a senhora Charlyn Marie Marshall ou Chan Marshall ou Cat Power.
Linda, linda. Quando ela se lançou à Big Apple e ficou amiguinha dos caras do noise rock (e do Vincent Gallo) ela começou a carreira nas bibocas novaiorquinas explorando um som "avant-guarde" (que não apetece meu gosto pessoal). Porém, como iremos nos aventuras pela discografia da musa, iremos perceber uma literal e real evolução na feitura de seu som.
E é isso por hoje, vamos começar a viagem com esse disco Dear Sir que dá um panorama da som que rolava em NYC na primeira metade da década de 90.
Já falei que ela é linda?



Começando com a viajante Rockets


Uma raridade das antigas 3 Times


E fechando com Mr. Gallo