9 de dezembro de 2011

A Guerra e o Nada Parte I

Fight Fire With Fire by Metallica on Grooveshark

Vamos celebrar a estupidez humana e a estupidez de todas as nações. Sempre me pergunto qual o pior ato que os seres humanos podem cometer em conjunto, e a única resposta que martela minha consciência é a guerra. Sim, há conflitos inevitáveis e ganhar é sempre a meta, mas isso que inventamos e chamamos de guerra moderna não deixa vencedores. Não é bem assim, esses homens de dez estrelas na lapela e os que habitam palácios nunca perdem, os outros 99% dos homens são destroçados em corpo, alma e cultura. Sim Coronel Kurtz, é o horror, o horror!
E o que a guerra constrói? Países, saltos estratosféricos na ciência, o Museu do Louvre? E o que ela destrói? Geralmente sonhos, famílias, séculos de ação humana são pulverizados num apertar de botão. As perdas da guerra são sempre compartilhadas por muitos e as vitórias pertencem a pouquíssimos donos das armas e arquivos secretos. Me parece claro que na nossa trajetória de civilização a paz é o período de exceção. E esse arrepio incomodo que todos sentimos desde a última guerra mundial que a qualquer momento um cogumelo atômico irá se levantar no horizonte. Cara, o dia em que um cara tomar a decisão errada e apertar o botão vermelho já era...
E o Cinema com isso? Vamos a ele.

O Barco - Não tem como não remeter-se imediatamente a obra de Erich Remarque. Imagino que os pesadelos dos marujos será sempre pontuada por aquele monstruoso barulho do sonar, os meus ficaram. Estar sepultado num caixão de aço a centenas de metros de profundidade tendo de guerrear só com os ouvidos. Muita coragem é o mínimo. E quem diria que um dia torceriamos por soldados do Eixo e sentiriamos por seu massacre. E que final triste, bruto e acaixapante. A alienação desses jovens imberbes não absolve de forma alguma as atrocidades cometidas pela Suástica, mas problematiza o inimigo, esses rapazes são bem parecidos comigo, só suas fardas nos diferem. há algo de terror nesse filme, o terror da presença da morte, da iminência do fim com poucos alívios para respirar (alias, uma das metáforas mais belas quando marujos se apertam na escotilha para sugar um pouco de oxigênio depois de serem sepultados no fundo do estreito de Gibraltar). Um filme longo e que não incomodaria em nada se fosse mais longo ainda. Nos tornamos parte da tripulação. Absolutamente imperdível. Uma amostra grátis aqui.

Vá e Veja - A II Guerra Mundial também pode ser um pesadelo sombrio e surreal. Há filmes que fazem um apanhado de cenas com mais força que qualquer trama intrincada. Elem Klimov faz o uso mais aterrador que já vi e ouvi do som em uma película. O que entra pelos ouvidos te mantém alerta e triste em toda a fita. O que é a cena das bombas caindo na floresta noturna? Me parece que Klimov cruzou a mesma esquina de Jodorowsky e de Sergei Parajanov. Não sei se conseguirei assistir esse filme novamente, não por ser gore ou  algo parecido, mas por ser uma experiência visual de uma intensidade que quase te exaure. A guerra (ou, no caso, a "guerrilha" bielorussa) é a melhor tradução do caos e Klimov transpôs essa virulência de forma exata para a película. Vá e veja Já!!! Aqui.

Katyn - O céu nublado do começo da fita anuncia o destino da triste Polônia. As ideologias esmigalhando homens. Bandeiras com suásticas ou com foices e martelos? A cruz e a espada. Qual foi a temperatura da Guerra Fria? Talvez os massacrados da Floresta de Katyn possam responder. E que cena final genial, o espectador é levado ao abate na mesma fila dos soldados poloneses. Amostra grátis aqui.

O Franco Atirador - Uma guerra para os estadunidenses não se orgulharem. Diferente da Secessão e outros conflitos que viraram lendas e até saudosas para alguns, a sequência de lambanças e barbaridades perpretadas na terra de Ho Chi Min é pra ser esquecida...mas antes de esquecê-la Chimino resolveu purgá-la. Obra típica dos anos 70 e dos melhores exemplos do que o cinema US podia nos dar. Comparar a descartabilidade dos soldados com  uma disputa de roleta russa é de uma simplicidade genial. Antes das tempestades no deserto e de colocarem robôs no campo de batalha o Tio Sam moia seus jovens em algum país no fim do mundo. Não consigo enxergar nesse filme qualquer intenção ou apreço pelo apuro histórico, a decida ao inferno de Michael e sua turma é principalmente simbólica (a comparação com a obra de Dante não forçada: purgatório e inferno e até o Caronte, tudo está ali). Quer assistir o filme? Clica aqui.

Glória Feita de Sangue - Kubrick da uma lição de como a guerra funciona fora dos campos de batalha. Quantos milhares de litros de sangue de soldados são necessários para tingir as estrelas no peito de um general? Quantos covardes viraram heróis por estarem no lugar certo e quantos heróis morrem sem sentido por estarem no lugar errado? O filme que arrancou lágrimas de Nicolau Sevcenko em sala de aula. Um dia falaremos mais sobre ele. Um filme obrigatório. Amostra grátis aqui.

Terra de Ninguém - A guerra é algo tão absurdo que por breves momentos pode arrancar risos de quem a observa a distância. Para quem guerreia não tem um momento de descanso com um fuzil mirando sua testa. Ciki e Nino caíram num limbo (da mesma forma que a Bósnia e a Sérvia) e, agora, além das armas e binóculos, as lentes das câmeras estão os mirando. A guerra de homens pobres como entretenimento matinal para ingleses verem confortavelmente no sofá. Ciki e Nino se importam muito mais com o conflito que seus generais ou os comissariados da ONU. Eles dariam a vida por um conflito que ninguém saberia explicar como e porque se deu enquanto os verdadeiros criadores da celeuma estão em palanques ou debates na ONU. Quer assistir o filme? Clica ai.

Tarantino tem uma visão muito mais anarco-escrota sobre a guerra.

Minha Vó é capaz de deflagar o próxima guerra mundial se ela descobrir que você não vai mais a igreja semanalmente.

7 de dezembro de 2011

INTERPOL - Turn on the Bright Lights

Para começo de conversa: uma das minha bandas preferidas (e da Azaelia Banks também, rs.). Lá para 2003 fiquei sabendo dos caras e ai fui fisgado. Pelo fato de que pós-punk e afluentes me interessam muito. Deixa o Joy Division de lado e repara como o Interpol tem muito mais de The Cure e The Chameleons. Sem falar na postura cool.
Esse disco com suas melodias espirais nos leva a passear numa Nova York sombria, pré-11 de Setembro, em que um rapaz nos seus 20 e poucos anos, carregando sua namorada suicida que dorme em centenas de sofás, que sente uma dor por sei lá o que e que vem sei lá de onde. Paul Banks canta um cansaço e a certeza de que cabe a cada uma força para sair desse estado de espírito.
It's up to me now turn on the bright lights.

Vamos começar com a assombrada Obstacle 1


Agora grite como o Marlon Brando Stella was a Diver and she was always down


Fechando com PDA

5 de dezembro de 2011

25 de novembro de 2011

Masmorras e Dragões

Minas Trith by Lord Of The Rings on Grooveshark

Um mundo fantástico. Raças diferentes dividindo e disputando esse mundo. Espadas, jornadas e feitiçaria. Um grupo de aventureiros com um destino a cumpir. O swashbuckler. os dragões cruzando o céu. Trolls nas cavernas. Cristais poderosos. Deuses ferozes. Exércitos às portas do Castelo. Ilhas voadoras. Machados arremetendo contra estudos. A eterna luta de luz e trevas.
Seja rolando os dados, apertando botões do controle do videogame ou assistindo um bom filme se aventurar por uma terra imaginada com um grupo de aventureiros é algo bem prazeroso, aos corajosos, claro.
A Odisséia (aquela do Homero) está na gênese de qualquer trama que se desenrole nesse cenário afinal, o quest, seja ela qual for, é a força motriz e a razão de ser dessas narrativas.
A quem ache que no campo da representação cinematográfica o gênero Espada e Feitiçaria seja o primo mais pobre em termos dramáticos, o que é uma idiotice. Está tão sujeito a clichês e má conduções quanto qualquer drama sobre o homem contemporâneo, e quando a aventura fantástica acerta na mosca tem tanto valor quanto qualquer indagação filosófica. No geral qualquer sessão da tarde pontuada por algum desses filmes será muito prazerosa. Nos anos 80 houve um boom de filmes de gênero. 
E não, Senhor do Anéis é muito óbvio e merece um post próprio.

Krull - Mesmo sendo uma adaptação de HQs da Marvel, as opções estéticas capitaneadas por Peter Yates aproximam Krull muito mais dos quadrinhos de fantasia europeus. Sua grande fraqueza não está , como poderiam pensar os mais apressados, nos efeitos especiais desatualizados (estes dão até um toque nostálgico a produção), mas antes na atuação sem carisma de Ken Marshall e Lysette Anthony e do desfecho apressado e anti-climático cheio de mortes gratuitas. Inda sim a odisséia de Colwyn é empolgante e o grupo de aventureiros é convidativo. Quer assistir? Clica aqui

O Dragão e o Feiticeiro - A batalha mais clássica da fantasia medieval, a cena da briga de Galen e Ulrich contra a fera é verdadeiramente grandiosa e empolgante. Fiquei surpreso com as cenas levemente gore para uma produção Disney. Virgens virando lanchinho  para filhotes de dragão. Um rei sacana que leva a fama. Um guerreiro com uma lança mata-dragão e belos horizontes. Quer assistir? Clica aqui

O Ladrão de Bagdá - Douglas Fairbanks seu abdômen tanquinho e seu bigodinho indefectível, uma combinação que causa tesão até os dias de hoje. Cenários e figurinos oníricos casam com perfeição nessa aventura por uma "Ásia" imaginária. A tanta coisa para olhar na tela, uma produção tão requintada visualmente (com aquele necessário pezinho no kitsch), além, é claro, das divertidas atuações exageradas, um prato cheio. Tem certeza que quem viu esse filme em 1924 deve ter pirado depois de assistirem homens voando em tapetes e o Ladrão voando no pégasos. Essas imagens ecoaram por décadas. Quer assistir? Clica aqui

A Lenda - Primeiro, Mia Sara linda para os meninos. Segundo, Tom Cruise novinho para as meninas e simpatizantes. A direção de arte se faz sentir pela produção requintada a e acertada para fantasia de Ridley Scott. A motivação e a conclusão do roteiro para a aventura pode até ser brega, mas que execução. A mais pura e bela fantasia medieval traduzida em sétima arte. Não sei se é o demônio mais feio do cinema (referência a Haxän) mas certamente é o de maiores chifres. O grupo de aventureiros liderados por Jack é ótimo e cheio de humor. Quer uma amostra grátis? Clica aqui

Willow, Na Terra da Magia - Se você teve  a oportunidade de ver essa pequena pérola da aventura numa sessão da tarde nos anos 90 sinta-se privilegiado. O par de vezes que vi isso numa tarde meu dia ficou mais legal e minha mente juvenil ficou mais ampla. Mas sem qualquer efeito da nostalgia Willow é um grande filme, sem trocadilhos...resalvas? Talvez a história demore um tanto a engrenar e empolgar, mas a metade final é de tirar o fôlego. A batalha com o dragão de duas cabeças é uma pérola. Quer assistir? Clica aqui

O Cristal Encantado - Esse filme tem fãs ardorosos. Em alguns momentos lembra até os trabalhos de Jan Svankmajer, ná não!? Chega a ser tão atordoante quanto em certos momentos. Jim Henson é muito bom na hora de animar os bonecos feios e assustadores, já na hora da fofice fica chato. E sim, as crianças tem de assistir imagens que as apavorem e depois imagens que as aliviem portanto, não acreditem nesses avisos para não mostrá-lo para os pequenos. Que amostra grátis? Clica acolá

Tarantino acha fantasia medieval pouco urbano para seu gosto pessoal. 

Esse post é dedicado aos inestimáveis Gabriel e Thadeu que visitaram comigo terras estranhas em batalhas épicas. Valeu molecada!    

23 de novembro de 2011

FRIENDLY FIRES - PALA

E ai, qual foi o disco que mais te divertiu esse ano? Não tô falando daquele negócio manjado de melhor do ano, tô falando de sons que te arrancaram sorrisos e te fizeram ouvir até furar... Esse disco tem uma nostalgia, uma saudade de algo que não se viveu, um sentimento que me acomete diversas vezes. Para mim, é admirável como o Freindly Fires abraça o rebolado desajeitado e se joga na pista.  Adoro esse "samba" de gringo. Enquanto tá todo mundo enfazadinho reclamando que hoje em dia isso e aquilo quem gostas do FF tá se divertindo horrores. Vem comigo e divirta-se!

Então vem e dance por todas as baladas que você perdeu no passado e no futuro com Live Those Days Tonight


E agora, para dar vontade de ir para praia com Hawaiian Air


Poem aquele empoierado cassete para rodar e dance com Blue Cassette

21 de novembro de 2011

DROP THE LIME

Que musicão Para sua segunda, hein!? Estiloso até a última ponta com Hot as Hell.